Rá Tim Bum - O Castelo, Vale a Pena ir ao Memorial da América Latina?

Oi, pessoal! Meu nome é Gustavo, eu sou formado em Design Gráfico e sou ilustrador por consequências do destino, sou agora também o novo colaborador do blog. Vou tentar achar sempre coisas diferentes pra compartilhar com vocês, mas meu forte mesmo é entretenimento, então, é aqui que me verão com mais frequência!

Mas vamos lá, feitas as apresentações, hoje eu vou contar um pouco sobre minhas duas experiências na exposição do Castelo Rá Tim Bum. Uma delas aconteceu a quase três anos atrás, lá em dezembro de 2014 no MIS (Museu da imagem e do Som), na época, eu passei seis intermináveis meses tentando comprar ingressos para ir a mega exposição, que estava esgotada para o ano todo. A solução que encontraram foi abrir horários extras e vendê-los de maneira relâmpago no site do evento, eles avisavam com um dia de antecedência e quando 3 minutos de venda se passavam, já não existiam mais ingressos para as seis horas extras que eles disponibilizavam (é sério!!!) - enfim, depois de muitas e muitas tentativas eu consegui, comprei meu ingresso e parti para São Paulo cheio de alegria. Meu horário era às 6h30 da manhã, como moro a uma hora e quarenta da capital, imaginam que acordei bem cedo né?

Aqui já começam as diferenças entre a primeira experiência e a segunda (que aconteceu mês passado no Memorial da América Latina), quando fui comprar para o castelo do memorial não encontrei dificuldades, apenas datas distantes, mas ainda existentes. Comprei um ingresso para as 16h30, assim pelas minhas contas, gastando por volta de duas horas dentro do castelo eu teria a oportunidade de ver a belíssima fachada com dez metros de altura ali reproduzida, toda iluminada a noite, quando saísse.

Em 2015, 6h30 da manhã em ponto a entrada foi liberada, enquanto grupos de 10 pessoas se encaminhavam para a posta do castelo e ouviam as orientações do guia, o restante das pessoas se encantavam com a maquete original utilizada para as filmagens da área externa que aparecia todo começo e final de programa, bem como na abertura. Éramos encorajados a parar alguns segundos à porta para tirar uma foto com o simpático porteiro que de tempos em tempos soltava um "klift, kloft, stil a porta se abriu". A primeira regra do castelo era, você não pode voltar para um cômodo que já passou, siga sempre em frente.

Tudo lá dentro era deslumbrante, logo na entrada você se deparava com um holograma do Nino te dando boas vindas e dizendo que estava com saudades ♥ Em seguida, era mais do que nítido o quanto de cuidado eles haviam depositado em cada detalhes, em cada posicionamento de cômodo e peças a serem apreciadas. Tudo parecia contar uma história muito coesa e de fácil entendimento. Quando ouvi dizer que era uma mega exposição, eu juro que não achei que fosse mega mesmo. Levamos mais de três horas para completar o percurso, que me renderam muitas fotos e um celular descarregado ao final.

A cada passo que eu dava dentro do castelo meu coração se enchia de alegria, minha mente de lembranças e meu olhos de lágrima, sem dúvida alguma tudo foi planejado para causar estas emoções únicas em cada um. Desde o espaço do Etevaldo, que tinha uma passarela suspensa com molas por baixo, te dando a sensação de estar flutuando no espaço, até a oficina do Doutor Victor, que tinha um sensor na entRada, que quando ativado, apagava todas as luzes do recinto, ligava luzes piscantes e ressonava um assustador trovão seguido do grito furioso de "raios e trovões" do feiticeiro, emocionante!

Mas nada, guarde bem o que vou dizer, nada supera a surpresa em virar um corredorzinho cheios de quadros com fotos originais dos bastidores do programa e dar de cara com um salão gigantesco com uma árvore no centro e uma cobra cor de rosa se movimentando no buraco do tronco. Eu fiquei pelo menos 10 minutos paralisado admirando tamanha beleza, a minúcia de detalhes, tudo que era possível fazer. Sentar no maravilhoso sofá em forma de cone, andar por todo o espaço disponível, sério era muito grande, sentar no sofázinho na entrada do quarto do Nino, debaixo da escada lembra? E empurrar um soldadinho para virar a  parede para dentro e entrar!

Nada perdia o encanto, o cão do recinto que representava o lustre das fadinhas Lana e Lara, era estofado e fofinho. O quarto da Morgana tinha um "Q" de magia pairando no ar, a biblioteca era enorme, e o gato pintado falava com você! O laboratório do Tíbio e o Perônio tinham um microscópio que quando você olhava dentro, você se via vendo o microscópio! Os encanamentos tinha os boneco originais do Mau e do Godofredo, incrivelmente novos, os figurinos eram todos originais, e pareciam ter sido confeccionados especialmente para a exposição.

Deu pra perceber que eu amei e que foi sem dúvidas a melhor experiência da minha vida até aqui né? Gastamos cinco horas dentro da exposição, e pareceram minutos, queria ter ficado muito mais. Ao sairmos, tinha uma lojinha, porque claro, o ingresso era barato demais, então mais dinheiro deveria entrar. Lá tinha cadernos, livros de histórias e de colorir, canetas, lápis, chaveiros, pelúcias, camisetas, bonés e um moço bonito atendendo! Comprei um livro de colorir porque achei bonitinho e um lápis. Fui embora feliz.

Agora, quase três anos depois, me deparei encantado com a fachada linda da réplica do castelo construída no Memorial da América Latina, eis que vem a primeira decepção: você não entra pela porta do castelo, como isso Brasil, quem projetou issae!? Ponto negativo computado com sucesso.

Entrei mesmo assim porque eu paguei, barato mas paguei. Desta vez fui acompanhado por uma amiga que não havia ido na expo do MIS, ela ficou maravilhada com cada pedaço do castelo, que eu não tiro o mérito, é ainda muito lindo, quase que uma réplica da exposição anterior, com alguns cômodos ausentes e outros que não existiam três anos atrás. Tipo o quarto da Penélope (precisava?), conforme eu ia andando eu ia computando pontos negativos, o que mais me fez dar pontos a menos foi o espaço, tudo era muito pequeno! Eu não consegui andar livremente por cômodo algum, muito menos pelos corredores que ligavam um cômodo ao outro.

As regras deste castelo eram não há regras, as pessoas iam e voltavam sem critério algum e isso gerou um desconforto, você não sabia onde estava a fila para uma foto com o gato pintado, por exemplo, ou pra que lado ir quando o fluxo se alterava.

Eis que cheguei sem surpresa alguma na sala, que mal comportava a árvore em seu interior, muito pequena, você não podia sentar no sofá redondo e o mecanismo do quarto do Nino não funcionava, existia uma entrada lateral para ele. O quarto da Morgana foi o ponto alto, com a Adelaide que se mexia (coisa que não tinha lá no MIS) e a vassoura que a cada pausa curta de tempo varria desenfreadamente sozinha, muito legal!

Andamos de maneira moderada lá dentro, paramos em todas a atrações e tiramos fotos em todos os ambientes, saímos de lá exatamente as 18h30, entramos às 17h00 atrasados. Porém, nota-se a diferença de tamanho da atração né? Na saída também tinha uma lojinha, lá tinha camisetas e chaveiros, apenas, e tudo a preços exorbitantes. Tipo R$89,90 uma camiseta com estampa simples da cabeça da Celeste, por exemplo.

Meu parecer final, se você não foi a exposição do Castelo no Museu da Imagem e do Som, vá nessa antes que acabe, você vai viver uma experiência única e memorável. Agora se você assim como eu se encantou com a mega exposição a anos atrás, guarde seus R$10,00 da entrada para comer algo nos food truck em frente ao castelo e vá tirar uma foto bem bonita (e de graça) na fachada, será a única coisa diferente que você vai ver.

XOXO
GUSTAVO CIPRY
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