Resenha: The Musketeers

Passando em meados de 1630, a série é uma adaptação do livro de Alexandre Dumas, exibida pela BBC One e está disponível também na Netflix. Foi renovada para uma terceira temporada, que deve sair ao ar até o final de janeiro de 2016.

Todos por um, e um por todos

A série começa com D’Artagnan vendo seu pai ser morto por um mosqueteiro que diz chamar-se Athos. Enraivecido, ele parte para Paris atrás do suposto mosqueteiro, em busca de justiça. Chegando lá, conhece o verdadeiro Athos e seus companheiros, Porthos e Aramis. Mosqueteiros e guarda-costas do rei Louis XIII, eles protegem o território francês e tentam manter a paz no mesmo.
A partir daí, D’Artagnan torna-se um aprendiz de mosqueteiro, e, juntamente com o trio, parte salvando algumas vidas aqui e ali, descobrindo crimes e desvendando certos mistérios. Sob as ordens do Capitão Treville, o quarteto age com honestidade, compaixão e, ok, um pouco de violência.

A cada temporada, os mosqueteiros enfrentam um novo vilão, que sempre é alguém próximo ao rei, exercendo influencia sob a cabecinha mimada e boba de Louis XIII, que não cansa de comportar-se como uma criança e jogar a culpa de tudo no quarteto fantástico dos mosqueteiros. Mas é claro que Athos, Aramis, Porthos e D’Artagnan não se deixam abalar com isso. Eles amam o que fazem, e o fazem direito e corretamente.
Uma das coisas mais interessantes dessa série, é o papel que as personagens femininas exercem. Esqueça as mocinhas indefesas que precisam de proteção. Constance Bonacieux e Milady de Winter sabem usar pistolas, espadas e conseguem ganhar de lavada em muitos soldados da Guarda Vermelha, liderada pelo cardeal Richelieu, conselheiro do rei. As damas são parte importantíssima da trama, seja pelo romance ou pelas feridas do passado que uma delas traz à tona sempre que aparece.

Os personagens masculinos não ficam muito atrás. Athos é mais fechado, mas ele se importa com seus companheiros e mantém a cabeça fria quando necessário; Porthos parece ser quem mantém o grupo unido; Aramis é o mulherengo divertido que também divide seu tempo com religião; e, por fim, D’Artagnan, talentoso com a espada e destemido. O quarteto não poderia ser melhor.
Não sei dizer qual das temporadas foi a melhor, mas tenho um carinho especial pela segunda, que pareceu focar um pouco mais em Aramis, meu favorito. Ele me pareceu ser quem mais se preocupava com as outras pessoas, e seu jeito divertido de ser fez com que se tornasse meu queridinho. Mas isso não significa que eu não goste dos outros personagens, eu gosto, e muito, porém, Aramis é o meu queridinho.

Confesso que não esperava muito dessa série quando comecei a acompanhar. Estava um pouco curiosa por ela se passar no século XVII, então decidi que valia a pena tentar o piloto, que foi seguido dos próximos 9 capítulos da primeira temporada, que foi seguida da segunda. É uma das melhores séries que eu já vi, e, felizmente, seus episódios duram quase uma hora cada.
Estou contando os dias para a terceira temporada, e imaginando o que vai acontecer. Não sei se Aramis continuará na série, pois Santiago Cabrera (quem o interpreta) foi cotado para outra série, mas não custa nada ter esperanças. Espero que a série continue maravilhosa, e espero mais ainda que o Rei Louis deixe de ser tão chato, coisa que eu acho impossível de acontecer, mas, novamente, não custa nada ter esperanças.


DRIELY
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