Resenha: Code Black

Code Black é uma série do gênero drama, criada por Michael Seitman, exibida na Sony às 21h, todas as quarta-feiras.
Code Black - expressão utilizada por hospitais, em especial por salas de emergência. É quando o fluxo de pacientes é muito grande em relação aos atendentes, médicos e acomodações.

Em Code Black, acompanhamos o dia-a-dia dos atendentes e internos de um dos hospitais mais cheios dos Estados Unidos, o Angels Memorial Hospital, localizado em Los Angeles. Diferente de Chicago Med e Grey-Sloan Memorial, o Angels Memorial é um hospital público, então esqueça as paredes brancas, o chão limpo, salas grandes e individuais, e equipamentos de sobra. Em Code Black, o que vale é deixar o paciente vivo, então usa-se de tudo, faz-se de tudo.

Acho que nunca vi um lugar tão bagunçado e caótico como as salas de emergência de Code Black durante o código preto, realmente, parece um campo de guerra. E o pior de tudo é ver que não há médicos e enfermeiros o suficiente para todos os pacientes, então muitos esperam por horas o atendimento, chegando a dez horas de espera. (como dizem o pessoal que legenda a série, Angels Memorial é o SUS brasileiro.)
A Dr. Leanne Rorish (conhecida também como papa) é a nossa protagonista, mas a série não foca somente nela. Temos também o Dr. Neal Hudson, e os residentes Christa Lorenson, Malaya Pineda, Angus Leighton e Mario Savetti, além do enfermeiro Jesse Salander, (mamma) e também os doutores Rollie Guthrie e Mark Taylor. Acompanhamos um pouco da vida de cada um ao longo dos episódios, mas como saíram poucos episódios até agora, não tenho muito o que dizer sobre eles.

Gostei de ver que a série não segue o mesmo caminho de tantas outras cujos personagens são médicos e enfermeiros. Aqui, a vida pessoal dos personagens não é o foco principal, como em outras séries do mesmo tema. Em Code Black, o que é mais explorado (pelo menos até agora) são os casos dos pacientes, alguns estranhos e bizarros, outros, comuns. E, também, aqui os personagens erram, e depois, erram novamente, provando que estão lá tanto para aprender quanto para salvar vidas. Eles aprendem um pouco a cada episódio, e, bem, quem assiste também acaba aprendendo alguma coisa.
Estou adorando essa série, mesmo que o cenário seja um pouco escuro (lembram que não é branquinho, limpo e brilhante?) e meio "cenário de filme de terror". Também não sou muito fã da protagonista, mas isso porque eu não gosto muito da atriz que a interpreta, então é frescura mesmo. Mas Leanne carrega um passado trágico, e isso me fez gostar um pouquinho dela, ou, pelo menos, respeitá-la.

É claro que a série não é perfeita, tem alguns pontos negativos (como o doutor Mark Taylor, que tem um humor um tanto forçado), e ainda tem algumas coisas a melhorar, mas acredito que vai ficar mais interessante ao longo dos episódios. Ou, pelo menos, espero que fique. Vale a pena acompanhar, principalmente quem gosta de séries do mesmo gênero e tipo. A série tem, por enquanto, uma temporada com treze episódios.


DRIELY
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