Resenha: Orange Is the New Black

Orange Is the New Black é uma série americana de comédia dramática criada por Jenji Kohan e estreou na Netflix no dia 11 de Julho de 2013. A segunda temporada foi lançada em 6 de junho de 2014 e tem sua terceira temporada confirmada. 
A vida que você conhece ficará para trás 

Acho que nunca amei e odiei tantos personagens ao mesmo tempo enquanto acompanhava uma série. É um record, literalmente. Em Orange Is The New Black, acompanhamos detentas de diversas partes do país que tentam conviver juntas enquanto cumprem suas penas e lidam com seus sentimentos e medos. 

Nossa protagonista é Piper Chapman, uma moça de família rica que nunca imaginou que iria parar num lugar como aquele, muito menos que teria que usar um banheiro sem portas ou comer uma comida que mais parecia vômito, mas isto aconteceu. Piper tinha uma namorada, Alex Vausse, uma moça bonita e lésbica que a conquistou e mostrou á ela coisas que Piper nunca havia imaginado antes. As duas tiveram bons momentos juntas, mas então Alex levou Piper para seu negócio de tráfico de drogas, e aí a coisa ficou feia. No inicio nada aconteceu, mas anos depois, quando elas nem estavam mais juntas, Alex foi pega e, sem saber o que fazer para diminuir sua pena, entregou Piper. 
Piper já tinha construído uma vida após o término com Alex, tinha um noivo que a amava, amigos que a apoiavam e uma família que dava opiniões até demais, mas aí tudo bem. Era uma vida que ela nunca pensou que iria perder.
Ao chegar na prisão, Piper pensou que poderia simplesmente ficar na sua, debaixo dos radares, passando despercebida, cumprir sua pena e ir embora, porém, sua chegada chamou a atenção de outras presas. A prisão era dividida em grupinhos, e a maioria deles de acordo com a cor de pele, o das brancas, negras e latinas. Não eram rivais, cada um ficava na sua, mas também não eram amigas. 
Como sempre, tem alguém que comanda os negócios de contrabando, e por lá não foi muito diferente. Não posso deixar de mencionar Red, uma russa que cuida da cozinha e dos contrabandos de comida e maquiagem, deixando a mulherada feliz. Red é uma mulher ranzinza que construiu uma família na prisão durante todos os anos em que esteve lá, ela tem suas meninas, que são como suas filhas, elas cuidam uma das outras, e Red mantém todas elas limpas de todos os tipos de drogas. 

Uma das meninas de Red é Nicky, uma mulher que já foi uma viciada em heroína e outras drogas, mas que agora já está limpa há algum tempo. Ela coleciona orgasmos e está sempre procurando novas vitimas para dar e receber prazer. Uma personagem divertida e muito leal, porém um pouco doida e desconfiada. 
Morello não é viciada em nada além de batom vermelho e seus cachos negros, ela mal vê a hora de sair da prisão para se casar com Christopher, o amor de sua vida que a espera do outro lado das grades. Uma moça sonhadora que está sempre olhando revistas e planejando seu casamento. Norma não fala, mas está com Red desde sempre, as duas não se desgrudam e parecem guardar muitos segredos, e todos eles serão revelados pouco á pouco ao longo dos episódios.
Taystee é do grupo das negras, elas são o grupo mais divertido e animado da prisão, estão sempre fazendo piada das coisas e dançando. Uma garota que nunca teve ninguém para amá-la quando era criança, mas que agora tem muitas amigas para apoiá-la. P é sua melhor amiga, elas têm aquele tipo de amizade em que uma completa a frase da outra e se dão bem nos jogos de duplas, porém, P nutre sentimentos por Taystee, e não é correspondida. 

Daya é a latina que mais se destaca; assim que chega na prisão, ela vai até sua mãe, que também está presa lá, mas demora um pouco para entrar no grupo das latinas. Elas são mais quietas, falam em espanhol algumas vezes, quando não querem que as outras entendam sobre o que estão falando. Daya se apaixonou por um dos guardas já nos primeiros episódios, e ele também sentiu uma faísquinha quando a viu. Os dois tentam manter o relacionamento longe dos ouvidos das outras detentas e guardas, pois se alguém descobrir, a coisa vai ficar bem feia. 
A prisão onde todas essas personagens estão não é daquelas que vemos na TV, onde três ou quatro presos dividem uma cela minúscula com grades, e precisam dividir uma privada e pia. Ao lado disso, Piper e Cia vivem na mordomia. Elas podem andar para onde quiserem, podem ler, praticar ioga, dentre outras coisas. Não levam choque nem apanham dos guardas, até mesmo criaram um jornal! Porém não escapam da solitária, um lugar que me deu arrepios. Lá ficam as presas mais loucas, gritam o tempo todo e fazem as “normais” duvidarem de sua sanidade. Acredite, você não vai querer ir para lá. 

Uma personagem que me irritou muito desde o inicio, foi a própria Piper. Ela só se importava consigo mesma, fazia com que tudo passasse a ser sobre ela, achava que o mundo girava ao seu redor e que podia ter mais privilégios que as outras, e quando fazia isso acontecer, ficava irritada porque todas passavam a odiá-la. Piper se fazia de coitada o tempo todo, tentando fazer com que seus problemas parecessem maiores do que já eram, sendo que haviam muitas outras mulheres em situações bem piores que as dela. Ela mudou bastante durante as duas temporadas, ficou mais fria e encarou a realidade, mas ainda precisa acordar um pouco.
Não imaginei que criaria afeição por personagens criminosas quando comecei a acompanhar essa série, mas OITNB mostrou mais do que mulheres criminosas. Mostrou seres humanos que cometeram erros e se arrependeram, e que querem uma nova chance para recomeçar suas vidas. Isso mexeu bastante comigo, e o mais legal é que cada episódio mostra o passado de uma personagem, ou seja, mostra o passado e o presente ao mesmo tempo, nos deixando a par dos crimes que cada uma cometeu, e de como eram suas vidas antes disso tudo. 

Cada episódio tem entre 45 e 60 minutos, com exceção dos primeiros e últimos das duas temporadas que já foram lançadas (a terceira volta em 2015), mas eu mal percebia o tempo passando. Estou ansiosa para saber o que acontecerá a seguir, e o final da segunda temporada me deixou de queixo caído e super animada! Quero ler o livro dessa série também, mas estou um pouco receosa de que não irei gostar tanto quanto gostei da série. Bom, vamos ver...
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